sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Relacionamento exclusivo, ter ou não ter?




               
                Em um dos grupos que participo li alguém perguntando se deveríamos nos preocupar se o parceiro está ou não tendo relações sexuais com outros. Ou seja, devemos nos preocupar se estamos sendo traídos? Qual o problema da traição?
                Essa é uma questão interessante enquanto nos projetamos numa nova relação. Pensar sobre isso, refletir sobre isso, deveria ser feito apenas antes de começarmos a namorar, ou casar, e não depois. Viver em um relacionamento em que estamos ansiosos vinte e VÁRIAS horas por dia se vamos levar um “chifre”, ou com quem nosso parceiro está, ou o que é conversado por ele (ela) no whats app, é viver um tormento constante. Ninguém merece.
                Acredito que qualquer relação sem confiança está fadada ao fracasso. Não me venha com ciúme ser demonstração de amor, não é. É demonstração de posse, de insegurança, de medo de perder algo que efetivamente ninguém vai ter. Amor não é um objeto comerciável. Tudo bem, eu aceito um pouco de "ciuminho" básico, algo que demonstre que você se importa com o outro, mas sem exageros... Exageros só irão produzir adoecimento para o casal.
                A grande conversa deve acontecer no começo, ou logo após o Pedido de Namoro. A pergunta chave seria: você quer ter uma relação de exclusividade, monogâmica, só comigo e mais ninguém? Se a resposta de ambos for sim, corre para o abraço e se joguem, larguem o passado, ou os amigos coloridos, digam eu estou namorando para a pessoa que vier dar em cima, e sejam felizes. Se a resposta for não, massa também, se joguem juntos na balada, não se cobrem, e sejam felizes.
                Não existe apenas uma forma de amar. O importante é ter sinceridade e coragem o suficiente para encarar o que se deseja de verdade e dizer ao outro. No caso de ambos desejarem coisas diferentes, respeitem-se e sigam os caminhos em paz, daqui a pouco será encontrado alguém que faça parte desse caminho. Vamos dar o direito do outro escolher querer estar conosco ou com quem ele (ela) quiser. Assim evitamos qualquer erro de percurso.

                Quando todo mundo simplificar a própria vida, a dos demais também será simplificada. Uma boa dose de conversa, com duas pedras de autoconhecimento e empatia no final da taça será ainda melhor que dry Martini.  

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