Em um
dos grupos que participo li alguém perguntando se deveríamos nos preocupar se o
parceiro está ou não tendo relações sexuais com outros. Ou seja, devemos nos
preocupar se estamos sendo traídos? Qual o problema da traição?
Essa é
uma questão interessante enquanto nos projetamos numa nova relação. Pensar
sobre isso, refletir sobre isso, deveria ser feito apenas antes de começarmos a
namorar, ou casar, e não depois. Viver em um relacionamento em que estamos
ansiosos vinte e VÁRIAS horas por dia se vamos levar um “chifre”, ou com quem
nosso parceiro está, ou o que é conversado por ele (ela) no whats app, é viver
um tormento constante. Ninguém merece.
Acredito
que qualquer relação sem confiança está fadada ao fracasso. Não me venha com
ciúme ser demonstração de amor, não é. É demonstração de posse, de insegurança,
de medo de perder algo que efetivamente ninguém vai ter. Amor não é um objeto
comerciável. Tudo bem, eu aceito um pouco de "ciuminho" básico, algo que
demonstre que você se importa com o outro, mas sem exageros... Exageros só irão
produzir adoecimento para o casal.
A
grande conversa deve acontecer no começo, ou logo após o Pedido de Namoro. A
pergunta chave seria: você quer ter uma relação de exclusividade, monogâmica,
só comigo e mais ninguém? Se a resposta de ambos for sim, corre para o abraço e
se joguem, larguem o passado, ou os amigos coloridos, digam eu estou namorando
para a pessoa que vier dar em cima, e sejam felizes. Se a resposta for não, massa
também, se joguem juntos na balada, não se cobrem, e sejam felizes.
Não
existe apenas uma forma de amar. O importante é ter sinceridade e coragem o
suficiente para encarar o que se deseja de verdade e dizer ao outro. No caso de
ambos desejarem coisas diferentes, respeitem-se e sigam os caminhos em paz,
daqui a pouco será encontrado alguém que faça parte desse caminho. Vamos dar o
direito do outro escolher querer estar conosco ou com quem ele (ela) quiser.
Assim evitamos qualquer erro de percurso.
Quando
todo mundo simplificar a própria vida, a dos demais também será simplificada.
Uma boa dose de conversa, com duas pedras de autoconhecimento e empatia no
final da taça será ainda melhor que dry Martini.

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