Capítulo IV – Acontece algo muito certo.
(Esse quem narra é o Lucas)
O Anderson
era um cara legal, vi isso desde o primeiro dia que nos vimos na faculdade, no
dia do trote. Foi estranha nossa conexão, em pouco tempo estávamos conversando
sobre tudo e eu me sentia estranhamente protegido por ele. Era como se nos
conhecêssemos desde sempre e isso me fez bem.
Meus pais
sempre me super protegeram, e meus amigos, acho que é por conta da minha
altura, sei lá. Sou baixinho demais, magro, e com traços meio delicados...
Acredito que eles devem me imaginar de porcelana, mas não é bem assim. E o
Anderson... Bem, ele é meio desastrado e também me super protege ao mesmo tempo
que tenta me ensinar algumas coisas.
O mais
estranho é que de um tempo pra cá eu venho sonhando com ele, e o pior de tudo é
que eu sonho acordado... Olho pra ele e o imagino perto de mim, me abraçando,
me fazendo cafuné. Não sei quando isso começou, não é a primeira vez que um
cara me desperta esse tipo de reação, porém foi a mais forte que senti.
No dia do
aniversário dele resolvi ficar em casa, comemoraríamos num cinema em outro
momento, eu não queria vê-lo ficar com um algum menino na tal “festa do
beijo”... Com um nome assim com certeza o Anderson beijaria uns cem... Ele é
bonito, sabe? Os cabelos pretos, os lábios firmes e os olhos... Os mais
profundos e sorridentes olhos que conheci.
Qual não
foi minha surpresa ao sentir aqueles lábios encostando-se aos meus, numa
atitude brusca e impulsiva, típica dele... Quando saiu do meu quarto de forma
intempestiva, acabei me vestindo as pressas, pensando no leve sabor de álcool
que senti, no calor que se espalhou pelo meu corpo.
E na festa
evitei conversar sobre qualquer assunto, com qualquer pessoa. Ainda sentia a
vontade louca de beijá-lo mais uma vez, e não conversamos sobre isso. Talvez
fosse melhor esperar pelo próximo dia para me declarar? E se ele me rejeitasse?
Se tivesse sido só um impulso bobo?
Então o
Anderson me puxou, me arrastou para fora da festa e falou aquele monte de
coisas sem parar. Ele não percebia que eu mordia o lábio, querendo pular em
cima do pescoço ele? Não, ele era tagarela, falava sem parar e não me deixava
completar uma frase. Até declarou que queria que eu fosse feliz. E eu pensando
em todo instante que queria ser feliz ao lado dele.
Sem pensar
ergui o dedo, apontando para o peito dele. Cara, eu quero ficar contigo, dá pra
entender isso? Dá pra entender que desde que entrou na minha vida tudo ficou
melhor, mais agradável, mais interessante? Dá pra entender que toda vez que eu
te olho sorrir meu coração só falta criar vida própria e sair do meu corpo,
como num cartoon?
- Eu quero você. – foi
tudo o que eu consegui dizer, quase em um sussurro, e eu tenho certeza que ele
só entendeu por estar com os olhos fixados nos meus lábios.
De repente veio o beijo.
De repente vieram línguas se entrelaçando, corpo próximos, mão na nuca, na
cintura, no bumbum... Pera, tirei a mão dele de lá, não é tão fácil assim. Mas
era bom estar com ele... Assim como até hoje é bom me sentir apaixonado pelo
meu melhor e mais fiel amigo.
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