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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O que é extraordinário?




Assisti essa semana, com o namorado, o filme Extraordinário (ou Wonder, título original) e me encantei por cada sutileza e ensinamento. Pra quem não assistiu, e aqui é um leve spoiler, o filme se trata de uma criança que tem o rosto repleto de marcas de cirurgias e se sente feia e deslocada enquanto começa a estudar em uma escola americana. Como vocês devem saber bullying, autoestima, amizade, amor, raiva, são temas recorrentes no filme.
Mas definitivamente o que mais me chamou atenção foi o modo como o filme (mais um, agora não tão pequeno, spoiler) transita na narrativa entre vários personagens e vai mostrando todos os pontos de vista sobre a mesma situação ou sobre situações completamente avessas. Cada história tem mais de um lado, não é? Eu simplesmente adoro o psicodrama e uma das prerrogativas dessa abordagem psicológica é a de que cada um deve tornar-se protagonista de sua própria existência e, que ao ver no outro a história dele, podemos entender um pouco melhor das construções individuais de cada um.
Bem... Sem querer ser chato e me delongar em explicações psicológicas torno a perguntar: o que é extraordinário? Ordinário é o comum, o usual, o mediano... E todos nós em certa medida somos medianos, ou até mesmo abaixo disso. Então onde está o extraordinário? O fora do comum?
        Está na nossa própria história de vida. Nas marcas que carregamos no rosto, nos pés, nas mãos... No corpo, mente, coração e espírito. Nas escolhas que fazemos diariamente, que é o que nos distingue do outro. Está na gentileza com que conseguimos ver o próximo e entender que ele faz parte mundo tanto quanto nós mesmos. Está na jornada, no percurso, nas finalizações e nos começos de ciclo.
        Cada um, de um modo muito especial, é extraordinário, ainda que ordinário. Você não precisa ser o melhor sempre, ou lutar contra seus limites, para evoluir, doar-se ao outro de verdade, encontrá-lo e, especialmente, para amar. Você só precisa ser você... Imperfeita, inacabada e extraordinariamente você.

        Dessa vez as reflexões de sexta tem uma pitada de indicação de filme, vale a pena conferir. Gostou? Compartilha, comenta, indica, curte... Ajuda-me bastante saber sua opinião. Lembrando que domingo saí mais uma explicação sobre astrologia e tarô, não perde. Qualquer dúvida:
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        Teu nome é amor e todo amor do mundo pra você. 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Quando saber que é amor?



Quando saber que é amor?

A gente escuta, quando criança, que o amor surge no horizonte como num passe de mágicas. E espera. E espera. E espera mais um pouco por esse amor que vai surgir. De repente vem um convite para um recital, ou uma peça de teatro. Olha para uma roupa puída no armário, pensa duas ou três vezes numa desculpa pra cancelar, mas vai mesmo assim. Abre os braços para a possibilidade de uma diversão momentânea, um sorriso com os amigos e, quem sabe, um bom chop gelado no fim da noite que vai lhe ajudar a dormir.
Vai ao lugar marcado e encontra um par de olhos famintos no meio da multidão. São olhos que te devoram feito criança quando encontra um pedaço de pizza. Ele te quer, você o quer. As mãos vão ao bolso da calça numa tentativa de enviar um sinal claro, pega-se um papel e uma caneta e entrega-se um número de telefone. Num outro dia se encontram. Uma hora aparece um beijo bom, um afago, um chocolate comprado na fila do cinema. Uma hora surge um pedaço de bolo divido na cantina da faculdade.
Ele tem os olhos da cor certa pra você, e você tem o sabor de liberdade que ele sempre buscou. O coração bate rápido. Os corpos se juntam até quando estão brigados. A mão vai ao rosto e parece encaixar. E quando dançam no meio da cozinha ao som de Rubel tudo o que você consegue pensar é: o quanto eu tenho sorte de amar. E aí você sabe... Você simplesmente sabe.
       
        Esse texto foi inspirado nessas cinco músicas que deixo como um dica para que escutem os corações apaixonados:


Malemolência - Céu

Quando ela
Pra você guardei o amor – Ana Cañas e Nando Reis.

Quando Bate Aquela saudade - Rubel

Efêmera – Tulipa Ruiz.

Só sei dançar com você – Tulipa Ruiz


        Estamos de volta toda sexta com textos sobre sentimentos e o cotidiano. Próxima semana será cheia de novidades para os leitores do blog ;) Quaisquer dúvidas aqui estão alguns dos meus contatos:

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Teu nome é amor, e todo amor do mundo pra vocês.
Alexandre N. Pinheiro. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Quando devemos deixar ir?



        Para pessoas que, como eu, são muitos sensíveis é bem comum cuidar do outro. Por vezes sanamos feridas que as pessoas nem percebem... No ego, no coração, na alma. Escolhemos entrar em relações (seja de amizade ou não) em que nos exigem, nos pedem certos sacrifícios que pegam uma parte da gente. E funciona como se para cada ferida curada no outro fosse necessário que entregássemos uma parte da gente, um pedacinho que parece não fazer falta... Mas faz. E quando esse pedaço é tudo o que nos sustenta? Até que ponto devemos entregar?
        Eu vou antecipar a resposta daquela pergunta... Devemos deixar ir quando já não somos mais bem-vindos. Imagina assim... Você está em casa e vai receber uma visita boa. Alguém que você ama muito e quer por perto. Quando essa pessoa chega a mesa está pronta, a casa limpa, você está banhado e com um sorriso no rosto... E essa pessoa suja seu tapete com o sapato de lama, come toda sua comida, ignora seus elogios e ainda por cima prefere usar o computador a conversar contigo. E aí, nesse ponto, nenhum é bem-vindo ao outro.
        Não sou da escola de que devemos viver nossas vidas em plena individualidade. Seres humanos não são seres individuais e só crescemos ao nos relacionarmos com o outro. Mas também não sou da escola de que devemos por isso no doar ao limite de nossas existências, permitindo que outros se apropriem da gente, de quem somos. Cuidar, ensinar, amar faz parte de um processo importante e que deve ser feito sem pensar em recíproca. Muitas vezes amar também é libertar-se do sofrimento e projetar um futuro melhor.
        Voltando a metáfora... amar é desligar a televisão, avisar que está com sono e pedir gentilmente para que a pessoa se retire. E se cuidar. Amar é ter primeiramente amor a si mesmo, e depois ao outro. E com carinho e gentileza você vai curando sem precisar deixar nem um pedaço seu, pois vai curando por inteiro e sendo inteiro.
        De coração... espero que nunca permita estar com alguém que cuide menos de você do que eu cuidei e seja feliz assim... Compartilhando.
        Um abraço

        Alexandre.

         

sexta-feira, 17 de março de 2017

Qual o seu nível de fracasso?


        Forte né? Ler isso, pensar sobre isso, sentir o coração e a mente pulsando em cobrança, como se houvesse uma dívida enorme consigo mesmo, com o tempo, com a sociedade. Li isso em uma publicação do face’ que continha algumas marcações como por exemplo: se você houvesse se apaixonado seriam mais dez pontos, ou se tivesse demonstrado mais quinze, assim por diante... Esperado um telefonema que nunca veio? Com certeza valeria uns cinquenta pontos na escala cinza. Havia muitos outros motivos de “fracasso”, mas vamos nos ater nesses, ok?
        Vamos começar com: você não é e nem nunca será um fracassado. Eu acho esse termo tão infeliz ao ponto de provocar o adoecimento de grande parte da população apenas por que eles não atingiram um padrão “aceitável”. Você não é um fracassado por amar, não é um fracassado por estudar, muito menos por não gostar de estudar, por ter entrado numa faculdade ou ter que trabalhar para se sustentar... Por morar num bairro periférico, ou por fazer parte de uma minoria... Isso é tolice.
        E deixa eu falar... tudo o que é falado se perpetua de alguma forma ou reflete um costume, um hábito. Se encaixar num desses estereótipos enfraquece, diminui e te torna suscetível a aceitar qualquer migalha vinda de onde for. Não caia nesse tipo de armadilha, não se deixe levar pelo o que os outros falam de você ou pelo o que alguém falou antes. Você é especial, e sua forma de ser é o que pode ser de melhor para si, então evolua, esteja ao lado de pessoas que lhe fortalecem e siga em frente sempre.
        Batalhas vão aparecer e você vai superá-las, ta bem? Só não escuta esse tipo de bobagem... Não vale a pena. Seja ridiculamente feliz e ridiculamente amável... Vai ver como as coisas melhoram.

        Um abraço,


        Alexandre.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Quem escolhe se relacionar?


        Um dia acordei olhando para o teto tentando entender onde eu estava, o que eu estava fazendo e com quem eu estava. Nessa época me relacionava com uma pessoa boa, mas que tinha tremendos defeitos que me afetavam profundamente. E eu, do meu jeito de ser e com meus defeitos, afetava ele. Então por consequência terminei e me vi solteiro mais uma vez, dessa não querendo entrar em outra relação por um bom tempo. E nesse bom tempo acabei vivenciando vários romances e várias espécies de paixões.
        Houve o virtual... Pelo qual me apaixonei perdidamente por alguém que mal sabia quem era. O que contava eram as palavras, a ternura, os filmes que assistimos juntos mesmo distantes. Mas não deu certo. Depois veio “a pessoa que estava apaixonada por mim e eu não estava por ela”, um caso típico de excesso de romance em um momento em que simplesmente não queria. Teve o caso “daquele que não queria nada comigo e por isso mesmo eu queria com ele”. Teve o caso “hétero”. E o “verdadeiramente hétero”. E assim fui me envolvendo e me afastando na velocidade de uma piscada enquanto não criava nenhum vínculo real, nenhum relacionamento.
        Mas essa era uma escolha minha, e continua sendo. É aqui onde queria chegar... Estar com alguém ou não estar, beijar ou não beijar, usar camisinha ou não, é uma escolha minha e as consequências também são. Nesse período passei horas sozinho, algumas mesmo com vários amigos ao meu redor ainda me sentia vazio e não era pelo namoro rompido, mas sim pelos fragmentos que eu fui deixando cair durante tanto tempo. E também passei momentos em que poderia simplesmente ir para a praia, ao cinema, comprar um pote de sorvete sem ter ninguém exigindo algo ou pedindo satisfações. Não que relacionamentos precisem ser apenas dessa forma... Mas eram os que eu havia experimentado.
        E aí? Quem escolhe se relacionar? O outro? Seus pais? Não, mio caro, você. A escolha é sua sempre, e sempre vai ser... Ainda que seja a escolha errada, ainda que seja influenciada por trezentas pessoas ou culturas... A escolha é sua. Ainda que não tenha controle sobre o amor, sobre a paixão, o controle sobre a sua vida deve ter. Aceite, abrace isso e faça definitivamente o que lhe fizer feliz.

        Um abraço,

        Alexandre. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Às vezes é só esperar.


        Então... Eu estou ansioso. Os que me conhecem sabem que esse estado é quase constante, quase configurável no meu dia a dia. Funciona da forma mais simples possível: começo a não respirar, a não ver soluções, a esquecer de todos os inúmeros conselhos que dou aos meus amigos. E por aí vai. Nessa ansiedade vou tateando o quarto, apagando as luzes, me despindo da fé que tenho de forma tão complexa. Respirando pesado.
        Isso vale para diversas áreas da vida. A ansiedade por uma relação perfeita, ou a ansiedade pela escolha certa de emprego. O plano que deveria ser projetado para dois anos tem que começar a ser posto em prática antes do amanhecer, e quando vejo nem o plano tenho feito. É como uma corda grossa, cheia de nós, que se lança ao redor dos pés e das pernas enquanto nos obriga a caminhar decidamente para frente. Qual frente?
        Aí alguém diz: tenho algo para contar. E não conta. E a frágil estabilidade conseguida se desmorona, vai abaixo, parece um abacaxi. Respirar até 10 como se mal conseguimos encontrar a palavra respirar no dicionário. E a culpa é de quem?  Da sociedade moderna? De um gene recessivo? Ou da mãe, já que é tudo culpa dela mesmo?
        E se eu disser que não há culpas? Se eu disser que as responsabilidades são muito mais interessantes que as culpas, que os culpados e que os pecados? Que a partir do momento que você entende seu lugar na sua própria vida o universo se desdobra de forma diferente? Danem-se os manuais que falam o que devemos fazer... O importante é entendermos o que são nossas ações e para onde elas nos levam.
        Ansiedade tem cura? Viver tem cura? Meu caro ou minha cara leitora, não há no mundo um remédio capaz de sarar a alma permanentemente, as feridas tornam a abrir. Mas estar ansioso é augúrio passageiro, ninguém é algo, nós mudamos de forma quase instantânea, ainda que demorada.
        E aí às vezes é só esperar. Vai passar. Um momento de felicidade, um encontro com uma carta no fundo do baú, um sorriso de criança. Vai passar. Seja por mágica, seja por cuidados consigo... Vai passar. E quando isso acontecer, não deixe de lembrar: de nada valem as alegrias se não tivermos com quem compartilhar.

        O texto é sobre um tema sério, e tem o objetivo de mostrar que você não está só nas dificuldades que está passando. Aguenta um pouco, existem profissionais que podem lhe ajudar caso essa ansiedade ou quaisquer outro sintoma possa estar afetando sua vida. Psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas e psicanalistas... Uma gama de profissionais prontos para cuidar de você. Não esqueça disso, ok? Ok.

        Um abraço.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E quando tem que acontecer?

        Lembrando-me de todos os meus relacionamentos mais intensos, aqui cabem uns 3 ou 4 paixões, penso no que me levou a conhece-los. Alguns foram bem abusivos, devo ressaltar, mas todos de algum modo me ensinaram um pouco de tudo o que sei hoje. E se dias antes, ou minutos antes eu tivesse feito uma escolha diferente? Será que ainda assim esbarraria neles?
         Certa pessoa conheci num curso que fiz, outra eu estava num piquenique e meramente pedi para que tirasse uma foto da minha turma. Outro foi pela internet, mas de um modo em que eu conhecia a prima dele, e bem... Aconteceu. De outro modo poderiam vir outros, ou não vir, mas até esse “não vir” simboliza muito, acontece por alguma razão, por algum motivo. É o mistério mais belo da vida: o que nos torna quem somos.
        Depois de me perguntar várias e várias vezes sobre isso chego a conclusão de que não há conclusões. As finalizações ficam pra depois, os motivos também, as razões... Apenas acontece quando tem que acontecer, é inconcebível um “e se”, pois já aconteceu, já foi, e meramente surgiu do nada e tornou um todo em mim. E se torna um todo em você também.
        A questão aqui é que precisamos perceber quando aparece a possibilidade de amar e não deixar escapar. Pois o amor, quando é bom, carrega em si a semente da transformação em todos os sentidos da vida, em todos os aspectos desta. E ele perpassa, ele nos transpassa e nos transforma. E só somos quem somos por amar, por conhecermos pessoas, sejam pais, filhos ou apenas nós mesmos... Somos quem somos por quem encontramos em nosso caminho. E assim vamos seguindo...

        Quando tem que acontecer, e aqui vai um conselho especial, apenas deixe que aconteça. E aproveite.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Quando não é tempo de amar?

Existem momentos em que tudo parece fora de contexto. Você sabe que está pronto para uma nova relação, está bem cansado de viver sozinho, encontrou uma pessoa bem bacana com quem quer trocar energia... Mas o resto da sua vida está tão complicada que não cabe mais nada além disso. E se, apesar de tudo, ainda não for tempo de amar?
        Acontece que nossa vida está cheia de setores. Família, amigos, trabalho, estudo, lazer... Relacionamentos. E por vezes eles não se misturam, tornam-se quase como óleo e água. Algumas vezes precisamos dar mais atenção a um que a outro, reorganizar, curar, aproveitar. Infelizmente é uma realidade a ser engolida.
        Mas deixe-me dizer-lhes algo, com carinho e doçura: é uma escolha. É uma escolha categorizar e decodificar a vida com sistemas metódicos e geralmente práticos. É uma escolha deixar de lado o momento e manter-se em um foco único, esquecendo que amanhã o dia pode ser completamente diferente e completamente alheio aos planos que construiu. É uma escolha ser ou não feliz hoje.

        Quando o amor surgir, e como surgir, não o deixe escapar. Separe um lugar, um tempo e uma realidade para ele. Encaixe-o em seus planos. Se não der, paciência... Talvez ele surja novamente no futuro. Mas tenha em mente que o futuro pode ser apenas hoje.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Como a gente entrega amor sem saber o que é?



        Certa vez recebi um “eu te amo” bem precipitado. Daqueles que acontecem quando a outra pessoa bebeu demais. Talvez tenha sido rápido demais para mim, e não para ele. Mas enfim. A parte que importa é que tempos depois eu lhe perguntei o que era o amor. Sim, eu sou chato e faço esse tipo de pergunta quando quero entender direitinho. E ele me veio com um simples: “não sei. É algo que se sente, ne?”.
        Na verdade amor não é apenas isso, e as pessoas deveriam saber que uma palavra tão pequena basta para definir uma infinidade de emoções, de desejos, de realizações. A-m-o-r... 4 sílabas... Um universo inteiro entre elas, entre nós.
        Encontrar no amor uma razão é a encontrar a razão do amor. Saber que ele é aquela chama que te faz bem, aquele desejo de ser alguém melhor por outra pessoa, ou por si, aquele momento em que o tempo parece parar por conta de sorriso recebido. Amor é cura e ferida ao mesmo tempo, tomar para si o infinito do outro, doar-se sem pressa, sem medo, sem esperar nada em troca.
Costuma-se falar sobre algo que não se sabe? Costuma-se apenas empurrar essas letras sem significado? Sem razão? Ao entregar algo tão precioso que seja gratuito, verdadeiro e inteiro. Primeiro experimente ele em si mesmo, depois nos familiares e amigos, depois num companheiro ou companheira. Experimente-o com empatia, com compaixão, doando de forma real, tornando-o realmente consistente. Saiba o que ele é.
        E ele lhe será precioso e universal.

        Meus amores, esse foi o texto de hoje. Eu estou reformulando os domingos, por isso esse mês de janeiro não teremos nada neles, está bem? Mas em fevereiro vem com força total. Se tiverem sugestões:
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        Um beijão e até segunda.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Por que tanto medo de amar?

Por que tanto medo de amar?


        Em termos simples vivemos em uma era onde se confunde o mundo virtual ao real. Mas esse não é um daqueles textos detonando nossa geração ou as redes sociais... Na verdade tudo o que quero é entender e fazer com que vocês pensem um pouco sobre os vínculos que temos criado ao nosso redor. Ok? Ok.
Posto isso vamos continuar... Segundo essa nova era desencadeamos novas e surpreendentes forma de amar. Há a possibilidade de conhecer alguém sem nunca ter tocado, pessoas do outro lado do continente, pessoas tímidas que se recusariam a trocar telefones num primeiro olhar. Globalização, aplicativos de encontro, redes sociais... Diversas ferramentas que podem construir pontes.
Mas não é bem isso que vejo. Ao redor, perto e longe, através da literatura contemporânea (e esse é um belo reflexo social), vejo medo de amar, medo de se entregar, medo de ceder o espaço conquistado para que outra pessoa também possa usufruir. Eu mesmo compartilho desse medo.
Permitir-se amar exige uma centena de novos comportamentos a serem aprendidos. Deixar de lado o comodismo, o conforto, os gostos pessoais, para conhecer e compartilhar do outro. Sabe como é... Um gosta de the smiths, o outro de Sandy, o que fazer? Escuta-se os dois, ou aprende-se a gostar do outro. Ceder. E isso é bem difícil quando construímos muros e valores intransponíveis.
O medo de amar vem, em parte, daí. É um receio enorme de aceitar a existência de outras formas de vida fora do próprio quarto, dos próprios gostos, das manias. Estar disposto a sair do próprio casulo por outra pessoa é um passo grande. E também existe o trauma do não recíproco, da decepção, do fracasso... Mas vamos falar disso com calma em outro texto.
O que quero dizer aqui é não adianta falar de amor sem falar de doação, e não adianta esperar um amor sem se entregar. Torna-se um vínculo frágil quando apenas uma pessoa cede... E isso quebra. Então exige disposição... E é uma disposição formidável.
Os ganhos são companhia e novos aprendizados, cuidar e ser cuidado, saúde, encontrar em alguém mais um motivo para seguir, para ser feliz. Cara, amar é bom demais. Então vamos deixar de medo, vamos aceitar outra pessoa em nossa vida e sair da nossa caverna encontrando outras formas de existência. Ok? Ok.

Amoras e amores... Esse é o primeiro texto de sexta. O blog está tomando um formato delicioso, e amo que vocês façam parte dessa construção. Vamos continuar... Pra quem quer manter contato:
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Até mais!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Ele pode ser teu cara errado antes do cara certo.

        Primeiro vamos esclarecer uma regrinha básica: sem juízos de valor, ok? Quando eu falo de cara errado é tipo aquele sapato que você compra e não cabe em você, mas em outra pessoa fica perfeito... Pra você pode ser que o rapaz (ou a moça) não encaixe, não funcione, não dê certo, seja abusivo, ou mesmo babaca... Mas pra outra pessoa, quem sabe, ele ou ela não valha a pena?
        Esclarecido isso... Vamos ao fato. É comum nos apaixonarmos. E a paixão, como um todo, funciona quase que cegamente, não escolhe tão bem. Ela aparece através de uma atração, ou momento, ou se naquele instante foi ingerido uma grande quantidade de tequ... quer dizer, várias possibilidades dela surgir. Então nos envolvemos, nos entregamos, nos encantamos... E às vezes por pessoas que definitivamente não deveriam estar em nossas vidas.
        Não se desespere. Preocupa-se não, boba (o). Depois dele, vai vir alguém que te faça sentir-se segura (o), e cuide de você. Te dê carinho, atenção e faça brotar um grande sorriso. Nesse meio tempo é importante que se encontre, que se conheça, que se ame... E aí vai vir alguém pra partilhar todo esse amor, ensinar, fazer cafuné e assistir seu filme preferido várias e várias vezes.

        Até lá... Conheça os caras errados. Se quebrar a cara, levanta. Se ele te machucar física ou psicologicamente, nem pensa: polícia. De resto curte o cara errado que surgiu, aprende com ele a nunca mais se permitir estar com alguém assim... E parte para a próxima, livre, forte e com a certeza de que está se relacionando com outra pessoa. Vai leve e vai ser feliz.

domingo, 20 de novembro de 2016

O que diferencia solidão de solitude?



        Sabe aquele momento em que você está simplesmente só? Terminou uma relação e não está pronto para a próxima. As vezes mora só, outras apenas está cheio de pessoas ao redor, mas ninguém lhe compreende. Pois então, há dois estados de espírito em que você  pode se encontrar: solidão ou solitude. Qual deles é o seu?
        Solidão é quando estamos sozinhos e não queremos estar. Nos bloqueamos, nos sentimos presos em uma situação. Quando estamos por exemplo num show e nos sentimos sem pertencer aquele espaço. Solitude é quando estamos só num show e curtimos cada música que toca, dançamos sem nos importar com nada, e acreditamos estar plenos. É escolher estar só e aproveitar esse tempo que temos com nós mesmos.
        Solitude é penetrar a essência de caminhar sem amarras, estar satisfeito consigo, libertar-se de qualquer dano que a falta de alguém possa causar. Saber que sua presença é a melhor companhia. Imagine-se no topo de uma montanha sem ninguém... Solidão seria estar ali e chorar e sentir-se vazio. Solitude é abrir os braços e sentir o vento forte em cada parte de si, e estar completo por isso.
        A escolha é toda sua. Ficar desacompanhado nem sempre é uma escolha fácil, mas muitas vezes necessária.  Agora decidir que vale a pena estar consigo, aproveitar-se, deliciar-se com a própria companhia... É cuidar de si mesmo e tornar-se dono do próprio destino.
        Lembre-se sempre disso: estar só pode ser delicioso, se acompanhado de si mesmo.

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É possível nos atrairmos por mais de uma pessoa ao mesmo tempo?


        Quem nunca viveu uma situação em que estava na dúvida sobre com quem deveria se relacionar? É algo meio inexplicável, algo que surge sem que a gente se dê conta. Pode acontecer antes, durante e depois de um relacionamento... E é bem difícil administrar. Mas qual o motivo disso acontecer?
        A questão é que originalmente não somos monogâmicos. Ok, alguns tem uma tendência muito mais radical para a monogamia, outros não. Monogamia é uma questão cultural. Agora gostaria de deixar claro uma coisa: estamos falando de atração. Amor é outro departamento. É muito possível amarmos diferentes pessoas ao mesmo tempo... mas de formas distintas. Nunca é o mesmo sentimento. Agora atração é bem mais fácil confundir.
        Então há questões de queremos sempre algo melhor, algo mais intenso que o anterior... A não satisfação nos move. E então entramos em contato com diversas formas de desejo: pela beleza, pelo intelecto, pela postura, pelo mistério... Pelo o que admiramos e falta na gente e o outro tem de sobra. Não se preocupe que não é a única pessoa a passar por isso.
        O que é feito depois é que conta. A ideia aqui é longe de ser moralista... Mas sim de compreender que somos todos humanos e passamos por questões assim. E que o que nos define são nossas escolhas. Você tá atraída (o) por duas pessoas? Escolha ou pelo menos deixe que elas escolham se querem permanecer com você mesmo assim ou não. Estará assim sendo justa (o) e deixando com que tudo siga o fluxo certo.
        Então sem culpa, ok? Assuma suas responsabilidades, saiba das consequências dos seus atos, mas não se culpe. Estamos todos no mesmo barco.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

E se tivéssemos beijado outras bocas?


        Sabe, às vezes traço um percurso na minha mente sobre a vida que tenho e a que talvez pudesse ter. Astrologicamente falando, eu tenho umas coisas em câncer, em libra, em peixes... Sou um sonhador. Passei muito tempo vivendo de passado por sinal. Aí de quando em quando me pergunto: e se meu primeiro beijo fosse com alguém diferente? E os outros? Se eu tivesse escolhido melhor ou outras pessoas?
        Então... Na minha vida sempre os crushs vieram de uma vez. Tem épocas de grande desaparecimento, parece que todos ficam em cavernas, esperando a primavera ou algo do tipo. De repente eu estou quieto, na minha, solteiro e boom. Duas ou mais pessoas aparecem, me arrebatam o coração e eu fico interessado. Sim, sou hiper romântico e não sou de me interessar por uma pessoa por vez, apesar de só ficar com uma por vez. Mas falamos disso outra hora.
        Entre um e outro eu tenho uma mania de escolher a pessoa que vai tornar tudo mais difícil. É quase como um dom, sabe? Aí, na bad eu fico pensando... Teria sido diferente? Se eu tivesse esperado, ou me declarado pra outra pessoa, ou ficado “deboinha” na minha solteirice?
        Não mudaria em nada. Se eu tivesse escolhido “a” ao invés de “b” não seria quem sou, não estaria onde estou. Se fossem outras bocas, a minha também não estaria assim, sabe-se lá como se desenrolaria. Aquilo que parecia mais “simples” poderia se tornar uma bola de neve em um estalar de dedos. E as marcas que trago, as cicatrizes, as lembranças doces também... Todo esse pacote tornou-me assim, esse que sou.
        Então, sem arrependimentos... Escolhi as bocas e vou continuar escolhendo, vou continuar colhendo as flores das minhas decisões, e que sejam melhores sempre... E que eu melhore sempre.

        Mais um texto temático. E eu estou tendo alguns planos... bem. Digamos que até o fim desse mês lanço a promo de fim de ano ;)
        Até domingo, não esqueçam que estarei aqui. Um beijo!
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Toda relação do século XXI precisa acabar rápido?



        Vivemos em tempos líquidos. Paixões se iniciam com uma passada de dedo no touch do smartphone, e paixões terminam em um último suspiro voraz. Sentimentos semelhantes ao amor se despedaçam em qualquer tombo, no primeiro desvio de percalço, na primeira briga. Amor mesmo não chega a ser desenvolvido. Não há tempo. Pra todos os lados que olhamos percebemos isso: não há tempo. Mas precisa mesmo ser sempre assim?
        Depois que comecei a cursar psicologia alguns aspectos da sociedade moderna (ou nem tanto) começaram a pipocar em frente aos meus olhos. Eu fui vendo nas pessoas aquilo que, muitas vezes, participam de um todo social, construções, estruturas, formas de pensar que não são meramente ilustrativas, fazem parte de cada um. Um desses aspectos é o “se relacionar”, o entrar em  contato com o outro na forma de entrega e amor.
        Aí fui notando como existe uma palavra de ordem atual que é o “eu”. O “eu” tornou-se uma criação fantástica, acima de “nós”. “Seja você mesmo” “encontre a si mesmo” “namore consigo” “ame a si”... Todas essas afirmações estão corretas, não nego. Mas só meio corretas. Pelo simples fato de que não há amor sem o outro, não há existência sem a outra pessoa. Por mais polivalente que você seja, ainda é necessário encontrar forças nas pessoas a sua volta.
        Não culpe apenas o virtual, ok? Na verdade... Não culpem ninguém. Nem a mídia, nem o paquera que só quer ficar, nem o sistema, o capital... Vamos evitar isso. Vamos encontrar em nós mesmos o que está acontecendo ao nosso redor. Qual nossa parte sobre isso? O que você e eu e todo mundo está fazendo para que as relações acabem nessa velocidade assustadora. Para que seja tão difícil construir o amor.
        Nada precisa ser como está agora. As coisas podem mudar. Podemos melhorar as situações entendendo nossa participação no problema. Quando conhecer alguém se entregue, esqueça os relacionamentos anteriores. Quando estiver numa relação pense em você e na outra pessoa, não se julgue mais importante, ou que suas vontades merecem destaque. Quando amar se doe, e lute para que dê certo, não permita que interfiram, não se tranque, seja livre junto a quem você está. E principalmente... Converse. Dialogue. Mostre seus sentimentos e escute os da outra pessoa. E assim com certeza o amor vai se fortalecendo... Sem medos.

        Domingo nos encontramos aqui novamente. Qualquer coisa:
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Um abraço e até mais.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O que acontece quando não dizemos “eu te amo”?

Fotografia: Amanda Sousa
http://migre.me/vpQ7k (facebook)

        Com o tempo a gente vai desaprendendo a importância de algumas frases chaves... é a correria do dia a dia. Algumas vezes deixamos de dizer obrigado, ou desculpas, passamos em uma correria tão grande que bom dia, boa tarde e boa noite torna-se quase cruel, pois nos indica o tempo que nos falta até completar nossa missão diária. E o “eu te amo”... Esquecido no fundo de um baú, perde-se na imensidão dos nossos próprios problemas. E o que isso acarreta?
        Havia, no facebook, uma corrente que dizia assim: qual frase com três palavras faz você feliz. As respostas eram inúmeras: “eu pago essa” “trouxe mais comida” “comprei mais coxinha”... E o amor ficou de lado, de canto, jogado nas margens daquela corrente tão boba. Pra quem estuda a importância das palavras, percebe-se os valores da sociedade atual, ou pelo menos daquela devia amostra.
        Perde-se o eu te amo. E perdendo-se essa fórmula mágica, perde-se o amor. Sem falar, essas palavras ficam entaladas, criam raízes que ferem e machucam a alma, pois existem para serem exibidas, apreciadas, emolduradas nos relacionamentos mais delicados e mais doces.
        Amar e falar e mostrar e demonstrar constrói as pontes que nos ligam e nos vinculam. Somos unidos através da gentileza, do respeito, do carinho... Somos fortes através desses sentimentos livres e limpos. Quando dizemos o que sentimos nos tornamos inteiros, nos tornamos nós.
        Então, vamos falar. Sem medo, sem pudores, sem receios...  Vamos amar.


        Amores! Texto de hoje completo com sucesso. Domingo mais sobre magia e conselhos para o dia a dia. Qualquer coisa:

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quando não estamos seguros, vale arriscar?

         

        Sabe aquele momento em que você sente que não deve se relacionar? Seja por si mesmo, ou seja pelo outro... Ou você se acha muito estranho naquele instante, ou acha que a pessoa que vem é problema na certa. E aí? O que a gente faz nessas horas de insegurança?
        Certa vez eu me relacionei com alguém que claramente não daria certo. Os universos eram completamente diferentes, os gostos, o estilo de vida. Eu não  estava num momento disposto a namorar, ou qualquer coisa do gênero. Mas me lancei, arquei com as consequências e vivenciei por algum tempo aquela relação. Valeu a pena cada minuto que durou, pois aprendi bastante, conheci novos lugares, novas pessoas, beijei bastante na boca, recebi carinho e dei carinho.
        Se nos prendermos aos medos, aos anseios, não andamos. Vamos vivendo a vida em uma bolha de segurança que nos impede de seguir. É óbvio que há momentos que claramente não devemos fazer nada errado, mas quem disse que precisa ser algo errado? O importante é saber a hora de parar, a hora de pular fora, pode ser no primeiro encontro ou depois de 30 anos de casados... Mas não tenha medo de começar.
        Então vai fundo. Vai com medo mesmo. Vai inseguro, e do jeito que der. Se lança. No caso de dar errado, existem saídas de emergência. Aproveite a viagem sempre e que absolutamente tudo dê certo pra você.

        Esse foi o texto de hoje, espero que possa ajudar em algum momento. Domingo tem dicas mágicas e conselhos. Qualquer coisa, minhas redes sociais:
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        Até domingo!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Lute por seu amor.



Hoje relações se esfacelam por nada. E quando eu digo nada, é nada mesmo. Relacionamentos de anos sendo destruídos por um mal entendido de comunicação. Antes não era tão melhor, ta bem? O que sustentava as relações eram as máscaras sociais, ou a necessidade. Mas porque não encontrar um meio termo? Porque não ir além?
Quando nos encontramos em um namoro, ou casamento, ou uma amizade... Nós colidimos com a diferença. Ninguém é igual. E essa diferença pode ser o que ensina ou o que nos fragiliza, depende de como a enfrentamos, se conseguimos administrar bem os conflitos (que sempre surgem) e se entendemos que não estamos sozinhos nessa.
Às vezes é preciso dar um passo para trás. Às vezes é preciso pedir ajuda de um profissional. Às vezes só é preciso pedir desculpas, ou ouvir o que o outro tem a dizer com sinceridade. Enquanto houver sentimento, enquanto a relação não for prejudicial para você... Tente. Não desista pelo simples primeiro tombo. Principalmente se o outro também está disposto a tentar, a melhorar. A relação sempre depende apenas disso: o desejo de ambos de manter um ao outro.

        Dessa vez o texto não nasce com uma pergunta. Não, tão pouco é uma ordem ou uma obrigação. É um apelo, um pedido, um sincero pedido de alguém que ainda acredita que o amor possa existir para além dos muros que construímos ao nosso redor, da descrença e da inabilidade de sentir o que o outro sente. O amor, eu ainda acredito, é cura para o corpo e a alma.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como definir um relacionamento abusivo?



        Esse tema ficou martelando por horas na minha cabeça e aí decidi falar sobre. Qual a linha que separa uma relação do saudável e do destrutivo? Do sensato ao abusivo? Será que nos violentam ou é possível que também sejamos agressivos sem perceber?
        Talvez pareça fácil a princípio delimitar o que é prejudicial. Mas quando muito acostumados com altas taxas de sal na alimentação nem percebemos que estamos cavando nossa própria cova. Ou seja, as vezes por vivenciarmos apenas uma realidade, uma forma de namoro ou casamento, compreendemos nossos sofrimentos como parte da realidade, como regra social. O que é completamente errado.
        Comportamentos, cultura, sociedade, nada disso deve ser visto como algo engessado e fixo, porém plausível de transformação. Sofrer não deve ser visto como algo natural, mas um estado transitório para o aprendizado de que podemos encontrar a felicidade. Nada justifica uma a agressão, seja física, psicológica ou até mesmo espiritual.
        Um relacionamento com tons abusivos se identifica assim: alguém ta sofrendo na relação? Tem algo errado. Ciúmes, gritos, imposições... Existem pessoas que usam disso com a maior naturalidade. Eu já cheguei a ouvir que fulano era “incisivo”, como justificativa para gritar e explodir com as pessoas ao redor. Isso não está certo.
        Seu parceiro (ou parceira) não deixa você sair com seus amigos? Impede que ande com determinada roupa (leia o impede com letras garrafais)?  Determina seus horários como se você fosse uma... pro-pri-e-da-de. Tem algo errado. Ouvir que você não é capaz, não consegue, é burra (o) ou xingamentos piores... tem algo muito errado. Seu parceiro (ou parceira) jamais deve lhe tolher a liberdade e o amor próprio, jamais colocar você como a culpada (o) por tudo de errado, e jamais impedi-la (o) de ser alguém melhor.
        Sua dúvida não deve ser se você é capaz de achar alguém melhor... Sua dúvida deve ser se vai sair com o boy (ou a girl) ou ficar em casa e assistir um filminho aproveitando a companhia. Amor de verdade pode até ser complicado, mas não causa dores no corpo ou na alma.


        Então é isso... Galera, domingo tem mais postagens. Eu aqui respondendo vocês sempre <3 Qualquer coisa:
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Beijão e até mais!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O que fazer quando nos julgamos incapazes de amar?



        Sim, a pergunta é densa mesmo dessa vez. Existem fases na vida em que acabamos cruzando com pessoas que nos sugam a fé, a crença, a realização pessoal. Afinal, estamos em constante contato humano (o que é ótimo) e sujeitos a nos deparar com milhões de tipos de seres humanos. E quando sugam tanto nosso amor que esquecemos como amar, pra qual milagre recorrer?
        Já viveu algum relacionamento, seja familiar ou amizade, ou mesmo namoro/casamento, onde você se sentiu fraco, sem amor, sem capacidade de acreditar novamente em alguém? Eu já, e por isso sei bem sobre o que escrevo. Existem pessoas e situações que roubam nossas energias, nossas oportunidades, e quando se esvai o que sobram são restos espalhados por toda parte e uma pessoa sem vontade de colocar tudo no lugar.
        Primeiro terapia serve pra isso, ok? Pra nos redimensionar, nos ensinar a montarmos nossas próprias peças. Conversar, desabafar, não guarda os problemas achando que estamos sozinhos para resolvê-los. Nunca estamos completamente só. Olhe para sua trajetória de vida e perceba quantas pessoas maravilhosas passaram e trouxeram algo que lhe importa hoje em dia.
        Segundo cultive o amor próprio. Não é tão difícil, mas aviso logo que é impossível de fazer sozinho. O amor não é algo unitário, é pra ser vivido com mais pessoas. Cerque-se de quem lhe doa bons sentimentos, encontre o que gosta de fazer, ande sem pressa, cuide de si mesmo como você é capaz de cuidar de outra pessoa, passe a se olhar com ternura e perdoe os próprios erros. Aceite-se.

        E por último compartilhe. Compartilhe bons momentos e ruins, ligue pra pessoas importantes e sorria para desconhecidos. Abrace mais, entregue-se novamente aos poucos. Não ultrapasse seus limites. E quando perceber vai ser amor o que estará compartilhando, pois somos todos feitos desse sentimento. Não tenha medo, amar de verdade é cura, não sofrimento. E tudo vai ficar bem depois. Confie.