Estando
em um lugar vazio, um quarto com o ventilador ligado e músicas românticas
tocando no volume mais alto, pergunto-me sobre o amor. Em que momento ele surge
realmente? Como saber diferenciá-lo de outros sentimentos? De outras sensações?
É fácil
apaixonar-se, atrair-se, desejar... Mas amar demanda tanto esforço, e tanta
simplicidade ao mesmo tempo. Acontece como um sopro: nunca sabemos de onde,
como, quando... ou por qual motivo. Mas surge em nós mesmos, em diversas
instâncias, com diversos fundamentos, teorias e práticas.
Sei que
amo pelo olhar. Sei que amei pela saudade. E ainda assim, sabendo o que sinto,
pouco sei sobre tudo isso, sou pequeno perante o amor. Talvez ele seja tudo,
talvez não. O importante é o que ele é. E nós somos.

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