- Vamos sair para ver o Sol?
Ouvi-lo
falar naquele tom brincalhão me fazia sorrir levemente. Deitada no chão com o
olhar voltado para o teto, respirando pesadamente, com meu namorado deitado ao
lado também ofegante, era assim que me encontrava. As roupas espalhadas por
todo lado, o vestido de casamento provavelmente à quilômetros de distância da
gente, assim como o terno. Estávamos em um hotel barato no centro de Madrid e
estávamos há horas fazendo valer a pena os segundos da nossa Lua de Mel.
- Eu não
quero – falei me virando para encará-lo – já tenho meu sol aqui.
Rimos. Não
era tipicamente nosso aquele romantismo meloso, apesar de que tendíamos a ser
bem românticos quando queríamos, era apenas de uma forma diferente da
tradicional voz infantil e bombons de chocolate acompanhados com rosas. Apertei
levemente a mão dele e sorri, dizendo:
- Estou
feliz.
- Eu
também.
Aninhei-me
no peito dele, jogando minha perna por cima de sua cintura. Passei a mão no
cabelo cacheado ao que ele fez uma careta, odiava ser assanhado, apesar de que
não havia muito mais que bagunçar. Depositei um beijo na curva do pescoço o que
o fez arrepiar. Casamos. Não foi fácil superar todas aquelas marcas diárias da
vida a dois, as brigas, os ciúmes, as confissões de momentos impróprios num
passado distante. Foram 5 anos para nos sentirmos preparados para aquele
momento.
- Sabe o
que eu queria agora? – ele disse com uma voz rouca.
- Não... O
que?
- Parar o
tempo – e me encarou tão profundamente que senti as pernas amolecerem.
Já pensei
em parar o tempo algumas vezes. No primeiro beijo, na primeira transa, na vez
em que fizemos sexo depois de uma briga, e quando fizemos numa viagem para
Londres... Quando achei que estava grávida e ele chorando e sorrindo disse que
estaria comigo para tudo. No dia em que soube que ele era meu cúmplice, meu
companheiro e amigo, e amante.
- Queria
parar o tempo – eu disse – toda vez que você sorrir.
E
depositei um beijo nos lábios dele, lembrando quando o vi sorrir na hora em que
eu entrei naquele cartório decadente próximo ao banco, onde fizemos nossos
votos e assinamos os papéis.
- Eu te
amo – dissemos ao mesmo tempo, rimos, e sentimos que aquelas palavras eram
poucas perto de toda vez que quisemos que o tempo parasse. Era pouca para o
agora. E pouca para nós.
Como
escorpianas seduzem?
Quando
pensamos nas escorpianas lembramos logo dos vários estereótipos negativos que
propagam por aí, grande bobagem. Elas são muito mais profundas que vingativas,
muito mais verdadeiras que sarcásticas, muito mais empoderadas que mandonas. A
diferença entre o veneno e o remédio está na dosagem, e as escorpianas sabem
como dosar bem isso, elas usam do poder que tem em compreender o outro para
cuidar ou ferir.
A sedução
é natural para elas, como respirar. Conhecem os pontos certos, as chaves de um
bom jogo romântico, conseguem distinguir o que o outro deseja e o que o faz se
afastar. Escorpianas quando ligam seu modo de ataque podem facilmente adentrar
nos desejos mais profundos do outro e usá-los ao seu favor.
Inteligentes,
emocionais, sexuais, escorpianas seduzem com o poder que as cerca, com a
profundidade de suas emoções e sentimentos e com a capacidade de adentrar a
alma humana.

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