sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Como a gente entrega amor sem saber o que é?



        Certa vez recebi um “eu te amo” bem precipitado. Daqueles que acontecem quando a outra pessoa bebeu demais. Talvez tenha sido rápido demais para mim, e não para ele. Mas enfim. A parte que importa é que tempos depois eu lhe perguntei o que era o amor. Sim, eu sou chato e faço esse tipo de pergunta quando quero entender direitinho. E ele me veio com um simples: “não sei. É algo que se sente, ne?”.
        Na verdade amor não é apenas isso, e as pessoas deveriam saber que uma palavra tão pequena basta para definir uma infinidade de emoções, de desejos, de realizações. A-m-o-r... 4 sílabas... Um universo inteiro entre elas, entre nós.
        Encontrar no amor uma razão é a encontrar a razão do amor. Saber que ele é aquela chama que te faz bem, aquele desejo de ser alguém melhor por outra pessoa, ou por si, aquele momento em que o tempo parece parar por conta de sorriso recebido. Amor é cura e ferida ao mesmo tempo, tomar para si o infinito do outro, doar-se sem pressa, sem medo, sem esperar nada em troca.
Costuma-se falar sobre algo que não se sabe? Costuma-se apenas empurrar essas letras sem significado? Sem razão? Ao entregar algo tão precioso que seja gratuito, verdadeiro e inteiro. Primeiro experimente ele em si mesmo, depois nos familiares e amigos, depois num companheiro ou companheira. Experimente-o com empatia, com compaixão, doando de forma real, tornando-o realmente consistente. Saiba o que ele é.
        E ele lhe será precioso e universal.

        Meus amores, esse foi o texto de hoje. Eu estou reformulando os domingos, por isso esse mês de janeiro não teremos nada neles, está bem? Mas em fevereiro vem com força total. Se tiverem sugestões:
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Blog: teunomeeamor.blogspot.com.br


        Um beijão e até segunda.

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