Era noite de sexta-feira, eu estava no bar mais três amigas e dois homens que as acompanhavam, todos universitários, se
formando em física, discutindo as novas pesquisas na área quântica. Pedi uma
bebida mais forte, um coquetel que me tragaria daquela chatice. Gosto de
desnudar almas, conhecer sobre o universo, não falar da matéria que caiu na
prova passada... Já bastavam as conversas acerca disso no intervalo das aulas.
Em determinado momento um deles me
encarou. Sorriu de lado de forma carinhosa e eu desviei o olhar. Ele disse algo
parecido com ”o papo dos demais está chato”, concordei e tomei um grande gole
do drink. Ele até que era bonito, e tinha toda uma aura interessante ao redor,
mas naquele momento tudo o que eu queria era me divertir com minhas amigas e os
dois haviam impedido.
- Desculpa se insisto – ele disse – é que
você é... Alguém que gosto.
Sorri. Era o irmão mais velho de uma
das minhas amigas, e aquela não era a primeira vez que tentava algo comigo. Mas
o que ele não entendia é que eu me conhecia bem demais para aceitar qualquer
sentimento, principalmente naquele instante, pois estava com medo de me ferir.
Medo de, como escorpiana, amar perdidamente alguém que talvez nunca fosse me descobrir
na vastidão que é meu universo particular.
Arthur, o nome dele, se levantou e foi
ao palco improvisado do bar. Havia uma banda cantando músicas acústicas...
antigas. Conversou com o vocalista e lhe foi entregue o microfone. Observei,
maravilhada, os acordes de “coração vagabundo”, a voz dele reverberando em mim,
me esquentando. O sorriso me seduzindo, os gestos, a forma meiga como me
olhava. E uma a uma minhas defesas foram desfazendo, cada muro de solidão se
tornando paixão...
Caída
na teia, a escorpiana se encantou, e já não havia mais nada a fazer, a não ser
brindar e aceitar que talvez, só talvez, eu pudesse ensiná-lo a me encontrar.
Astro regente: Plutão (Inconsciente,
oculto, profundidade)
Qualidades: Sedutor (a), carismático (a),
observador (a), consegue descobrir a verdade, determinado (a) e amoroso (a).
Defeitos: Desconfiado (a), tende a
sufocar, ciumento (a), ou ama demais ou odeia demais (não tem meio termo),
guarda rancor.
Cor: Roxo!
O que dar de presente? Algo
inteligente, livros, que ensinem sobre o oculto e sobre a mente humana. Algo
sensível e que demonstre o quanto se importa com ele (a).
O que não fazer nunca: Ciúmes, magoá-la
(o), ciúmes, falar mal de algo que ela (ele) goste, subestimá-la (o), ciúmes.
O que fazer: seja verdadeiro (a) e
carinhoso (a), não tenha medo de demonstrar afeto, seja realista e sedutor (a),
conquiste com gestos, não apenas palavras.

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