Sim, a
pergunta é densa mesmo dessa vez. Existem fases na vida em que acabamos
cruzando com pessoas que nos sugam a fé, a crença, a realização pessoal.
Afinal, estamos em constante contato humano (o que é ótimo) e sujeitos a nos
deparar com milhões de tipos de seres humanos. E quando sugam tanto nosso amor
que esquecemos como amar, pra qual milagre recorrer?
Já viveu
algum relacionamento, seja familiar ou amizade, ou mesmo namoro/casamento, onde
você se sentiu fraco, sem amor, sem capacidade de acreditar novamente em
alguém? Eu já, e por isso sei bem sobre o que escrevo. Existem pessoas e
situações que roubam nossas energias, nossas oportunidades, e quando se esvai o
que sobram são restos espalhados por toda parte e uma pessoa sem vontade de
colocar tudo no lugar.
Primeiro
terapia serve pra isso, ok? Pra nos redimensionar, nos ensinar a montarmos
nossas próprias peças. Conversar, desabafar, não guarda os problemas achando que
estamos sozinhos para resolvê-los. Nunca estamos completamente só. Olhe para
sua trajetória de vida e perceba quantas pessoas maravilhosas passaram e
trouxeram algo que lhe importa hoje em dia.
Segundo
cultive o amor próprio. Não é tão difícil, mas aviso logo que é impossível de
fazer sozinho. O amor não é algo unitário, é pra ser vivido com mais pessoas.
Cerque-se de quem lhe doa bons sentimentos, encontre o que gosta de fazer, ande
sem pressa, cuide de si mesmo como você é capaz de cuidar de outra pessoa,
passe a se olhar com ternura e perdoe os próprios erros. Aceite-se.
E por
último compartilhe. Compartilhe bons momentos e ruins, ligue pra pessoas
importantes e sorria para desconhecidos. Abrace mais, entregue-se novamente aos
poucos. Não ultrapasse seus limites. E quando perceber vai ser amor o que
estará compartilhando, pois somos todos feitos desse sentimento. Não tenha
medo, amar de verdade é cura, não sofrimento. E tudo vai ficar bem depois.
Confie.

Nenhum comentário:
Postar um comentário